Competitividade

Porto de Lisboa prolonga greve

28/04/2016 |

A FIPA tem estado em permanente contacto com o Governo para que aja no sentido de devolver o normal funcionamento da atividade portuária, cuja paralisação representa um duro golpe para a atividade da Indústria Portuguesa Agroalimentar – tanto animal como humana.

Após 8 dias de greve, já não existe bagaço de soja no mercado, destinado ao fabrico de alimentos compostos para animais. Ou seja, se nada for feito relativamente à greve – imposição de serviços mínimos ou a requisição civil – muitas fábricas vão deixar de laborar e o fabrico de rações estará comprometido, o que poderá colocar a vida de milhões de animais em explorações pecuárias em risco.

A situação é particularmente dramática para a indústria de alimentos compostos para animais mas pode rapidamente afetar a alimentação humana. A cevada e o trigo panificável poderão esgotar-se nos próximos dias, pelo que muitas unidades terão de parar a sua laboração. A indústria de panificação será por isso também fortemente afetada. Da mesma forma o fornecimento de produtos de origem animal (carne, leite e ovos), produzidos em Portugal, pode vir a ressentir-se.

De acordo com informações recolhidas pela FIPA, os principais operadores do mercado internacional não estão a fornecer cotações de matérias-primas para o mercado português, devido à instabilidade da situação criada em Portugal. As que são disponibilizadas apontam para acréscimos de preços que nada têm a ver com os preços do mercado mundial e, em muitos casos, está a equacionar-se mesmo a possibilidade de não abastecerem o nosso mercado.

O Porto de Lisboa representa 70% da circulação de matérias-primas para a indústria alimentar. A FIPA está preocupada com o abastecimento alimentar da população portuguesa assim como com o impacto que esta greve terá nas empresas nacionais, que em muitos casos não têm capacidade financeira nem de financiamento para suportar este estrangulamento. 

FIPA NOTÍCIAS