EFSA quer melhor comunicação

Consumidor

EFSA quer melhor comunicação

22/03/2016 |

No decorrer uma crise ou incidente alimentar é essencial uma comunicação rápida, concisa e clara para gerir a crise e proteger os consumidores. A EFSA (Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar), que foi criada em resposta a uma série de crises alimentares no final dos anos 90, publica agora recomendações para a comunicação durante uma crise que podem servir como referência para as autoridades nacionais de segurança alimentar dos Estados-Membros da União Europeia.

As diretrizes foram criadas em conjunto com os Estados-Membros e têm como objetivo ajudar a garantir a consistência e coerência ao se comunicar numa crise.

O documento “Best practice for crisis communicators: How to communicate during food or feed safety incidents”, que inclui uma lista de tarefas, também explica claramente o papel e as responsabilidades da EFSA e das organizações dos Estados-Membros durante as várias fases de uma crise de forma a melhorar a preparação para eventuais surtos futuros que possam atravessar fronteiras.
 

Princípios chave

O documento descreve as diferentes fases de um incidente e fornece orientações passo-a-passo para uma comunicação eficaz. As melhores práticas centram-se em torno de princípios importantes, tais como:

  • Ter controlo sobre a comunicação de uma situação.
  • Comunicar rapidamente de forma a proteger a saúde humana.
  • Identificar públicos-alvo e ferramentas necessárias para alcançá-los.
  • Comunicar de forma clara e transparente.
  • Colaborar com parceiros, porque as crises alimentares não param nas fronteiras internacionais.


Estar preparado

A preparação é uma condição essencial para a comunicação eficaz de crises. É por isso que as orientações incluem recomendações sobre como se preparar para uma possível crise, que incluem identificar e adotar normas e procedimentos antes da ocorrência de uma possível crise, bem como a formação de potenciais porta-vozes.

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