Consumidor

Retrato dos hábitos alimentares

17/03/2017 |

A FIPA esteve presente na Sessão Pública de apresentação dos resultados do 2º Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física, decorrida na Fundação Calouste Gulbenkian no passado dia 17 de março.

O Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física 2015-2016 permitiu a criação de uma base descritiva com informação de representatividade nacional sobre três grandes domínios: a alimentação e nutrição, a atividade física e o estado nutricional da população Portuguesa.
 

De destacar os seguintes resultados:

Consumo alimentar

Os Portugueses estão a consumir mais do grupo ‘carne, pescado e ovos’ e laticínios e menos produtos hortofrutícolas, ‘cereais, derivados e tubérculos’ e leguminosas, comparando com os consumos recomendados pela Roda dos Alimentos Portuguesa. O conjunto de alimentos não incluídos na Roda contabiliza um contributo percentual de 21%. O azeite continua a ser a gordura mais consumida, comparando com o consumo de óleos vegetais. A manteiga é consumida em maior quantidade do que as margarinas/minarinas. O consumo médio de bebidas alcoólicas é de 146g/dia, maior nos homens (187g/dia) em comparação com as mulheres (27g/dia) e nos idosos (298g/dia) em comparação com os adultos (195g/dia).
 

Ingestão nutricional

A distribuição de macronutrientes e álcool é semelhante por região, com destaque para a maior percentagem de contributo de álcool na região Centro (4,9% do aporte energético), acima da média nacional. Em média, os Portugueses consomem 7,3 g de sal por dia. Aproximadamente, 3,5 milhões de mulheres (65,5%) e 4,3 milhões de homens (85,9%) apresentam uma ingestão de sódio acima do nível máximo tolerado. Os micronutrientes com maior proporção da população abaixo das necessidades médias, a nível nacional, são o cálcio, o potássio e o folato, com percentagens superiores no sexo feminino e nos idosos.
 

Comportamentos alimentares

A prevalência nacional de consumo de pequeno-almoço é de 94,7%, sendo semelhante entre os grupos etários. Nem toda a população faz as refeições do almoço e do jantar diariamente. Das refeições intercalares, a mais frequente é o lanche da tarde. As crianças são o grupo etário que faz mais frequentemente a merenda do meio da manhã. A refeição com mais variabilidade no horário é a merenda da tarde (lanche). Nos que reportaram ter dietas especiais (6,8%), as mais frequentes são: Restrição de sódio (30%), Restrição de gordura e/ou colesterol (19%), Dieta para diabéticos (17%), Restrição em lactose (12%) e Restrição calórica (por iniciativa própria) (12%).
 

Insegurança alimentar

Uma em quatro das famílias indicaram experimentar insegurança alimentar moderada ou grave, durante este período. A prevalência de insegurança alimentar é maior, durante este período, nas famílias com menores (11,4%), embora na sua expressão mais ligeira, revelando a incapacidade das crianças e jovens, nestas famílias, terem uma alimentação saudável, adequada e variada. As famílias com rendimentos disponíveis inferiores, e as famílias com baixa escolaridade, apresentaram prevalências de insegurança alimentar substancialmente mais elevadas e mais severas, que as restantes famílias.
 

Atividade física

A prevalência nacional de prática ‘regular’ de atividade física desportiva e/ou de lazer programada é de 41,8%, sendo mais elevada nas crianças (61%) e menor nos idosos (33%). Esta prevalência é inferior na Região Autónoma da Madeira (33,1%) e superior na região Norte (44,8%). Apenas 36% dos jovens entre os 15-21 anos são considerados fisicamente ativos, cumprindo com as recomendações para a prática de atividade física. Essa percentagem ainda diminui nos adultos (27%) e nos idosos (22%). A prevalência de sedentarismo – nível mais baixo de atividade física – é de 37% para os jovens, 42% para os adultos e 48% para os idosos. A maioria das crianças (87%) passa até 2 horas por dia a ver televisão, particularmente durante a semana, descendo este número para 54,5% nos dias de fim de semana.
 

Estado nutricional

5,9 milhões de Portugueses (quase 6 em cada 10 Portugueses) têm obesidade ou pré-obesidade. Os idosos são o grupo mais vulnerável - 8 em cada 10 têm obesidade ou pré-obesidade. As prevalências padronizadas para sexo e idade de obesidade abdominal são mais elevadas na RA Açores (61,7%) e na região Centro (59,8%) e mais reduzidas na AM Lisboa (45,5%) e no Norte (47,9%).

 

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