Desperdício alimentar - UE pode fazer mais!

Sustentabilidade

Desperdício alimentar - UE pode fazer mais!

29/06/2016 |

No documento apresentado a 28 de julho de 2016 pelo Conselho é manifestada a preocupação com as quantidades significativas de alimentos que são produzidas, mas não consumidas: a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) calcula que cerca de um terço (1,3 mil milhões de toneladas por ano) de todos os alimentos destinados ao consumo humano se perde ou é desperdiçado entre o local de produção e o de consumo. Esta elevada ineficiência tem importantes consequências económicas, sociais e ambientais, como se sublinhou no recente estudo do Painel Internacional de Recursos do Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA) sobre os sistemas alimentares e os recursos naturais.

As perdas e os desperdícios alimentares custam anualmente cerca de 990 mil milhões de dólares à economia mundial e contribuem para o aumento da insegurança alimentar e da malnutrição. Além disso, os alimentos que acabam por se perder ou ser desperdiçados consomem aproximadamente um quarto de toda a água usada para fins agrícolas, exigem uma superfície agrícola com a dimensão da China, estimando-se também que estejam na origem de 8% das emissões mundiais de gases com efeito de estufa, e contribuem para a perda de biodiversidade.

O Conselho considera que União Europeia tem capacidade para aumentar a eficiência de recursos da sua cadeia de produção alimentar, e que, de acordo com a "hierarquia dos resíduos", a biorrefinação poderá ser uma das formas económica e ecologicamente benéficas de fazer face às perdas e desperdícios alimentares quando os recursos alimentares deixam de ser adequados para o homem ou os animais, e destaca que vários Estados-Membros conseguiram reduzir as perdas e desperdícios alimentares em todos os segmentos da cadeia de abastecimento alimentar, dado que tais perdas e desperdícios resultam frequentemente de complexas interações ao longo da cadeia. As medidas que se destinam a atenuar as perdas e desperdícios alimentares num dos segmentos podem, com alguma probabilidade, embora nem sempre, ter consequências noutros segmentos, quer a jusante quer a montante. Se as políticas adotadas neste domínio tomarem por base a cadeia de abastecimento alimentar, gerar-se-á uma interação entre os seus diferentes segmentos e uma ação e colaboração em toda a cadeia alimentar.

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Fonte: Conselho da União Europeia

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