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Editorial
Pedro Queiroz | Diretor-geral
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Quase em simultâneo com a apresentação pelo Governo da iniciativa “Indústria 4.0”, cujo objetivo é produzir um conjunto de recomendações que permitam às empresas avançar na digitalização dos processos de forma a anularem a barreira geográfica através da utilização das novas tecnologias, emergiu uma nova greve dos estivadores no Porto de Lisboa. É certo que são necessárias dinâmicas que alavanquem o desenvolvimento tecnológico, no entanto a competitividade das empresas mede-se no terreno e no dia-a-dia. A greve no Porto de Lisboa, que por agora está para ficar, impõe uma ação determinada e imediata por parte do Governo. No espaço de dias, o país está a assistir a fortes limitações no abastecimento de matérias-primas o que coloca já em causa a normal produção de rações e de alimentos. O Porto de Lisboa é responsável por 70% do abastecimento alimentar e uma grande parte das exportações, fluxo este que parado implica de imediato a impossibilidade de cumprir contratos quer com os clientes nacionais quer com os estrangeiros. Para construir uma indústria de futuro são bem-vindos impulsos tecnológicos, mas é fundamental olhar muito bem para o presente e agir!
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