Nº 37 | 27 novembro 2020

Editorial

Pedro Queiroz | Diretor-Geral

Utilizar o verbo “inovar” para definir do que é feito o ADN da indústria agroalimentar não é, na verdade, nenhuma inovação. As empresas do setor, desde os seus primórdios, têm vindo a fazer isso mesmo, ou seja, têm vindo a procurar sempre novas formas de apresentar aos consumidores alimentos seguros, acessíveis, nutritivos e hedónicos.

Hoje, é, por isso, indiscutível a variedade e a qualidade de produtos que podem ser encontrados nos lineares dos supermercados, nas mesas dos restaurantes e nos milhões de lares por todo o país.

Contudo, se ao longo de décadas o foco da inovação esteve (e estará) no desenvolvimento e melhoria do produto e do processo, os desafios que se têm vindo a colocar fizeram com que a indústria agroalimentar tenha sido capaz de antever e conquistar novos territórios, sendo, em muito casos, pioneira. Nos modelos de negócio com os parceiros da cadeia de valor e na capacidade de trabalhar em rede dentro e fora das fronteiras de cada país; na sustentabilidade ambiental, circularidade, valorização de materiais; nas práticas de comunicação e informação ao consumidor.

É, por isso, crucial que em Portugal e na Europa as lições da indústria agroalimentar possam ser exemplo para o caminho futuro.

Mas é também crucial que o dito “novo normal” não resuma e limite o tecido empresarial à necessidade de adaptação ao “novo” ainda incerto e que o enquadramento europeu – no qual Portugal assumirá a presidência rotativa do Conselho já em janeiro – não se deixe dominar pelo ímpeto legislativo, que tem vindo a sobrepor-se à confiança na capacidade de autorregulação setorial e intersectorial.

Para que a inovação aconteça na economia (e na indústria agroalimentar), embora sejam, sem dúvida, importantes os investimentos estruturais e apoios financeiros, é decisivo garantir às empresas cenários de estabilidade e de liberdade para que possam atuar.


“Bebidas+Circulares” promove reciclagem

Sustentabilidade

“Bebidas+Circulares” promove reciclagem

A indústria das bebidas e o setor do retalho juntam-se para promover a reciclagem de embalagens junto dos consumidores e lançam o projeto “Bebidas+Circulares”, com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa.
Agroalimentar não pode parar

Competitividade

Agroalimentar não pode parar

FIPA sublinha que a indústria agroalimentar foi um dos setores económicos que, dada a sua importância para o normal funcionamento do país e da sociedade, nunca parou a sua atividade.


Embalagens: inovar na origem

Inovação

Embalagens: inovar na origem

A Fundação Ellen MacArthur acaba de lançar o guia “Inovação na origem”, um documento cujo objetivo é ajudar as organizações a inovarem em matéria de embalagens e resíduos de embalagens.
Inovação é a chave do futuro

Inovação

Inovação é a chave do futuro

A importância da inovação para o sucesso da indústria agroalimentar, dentro e fora do país, foi uma das principais mensagens deixadas pela FIPA na entrega dos Food & Nutrition Awards 2019.