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Editorial
Pedro Queiroz | Diretor-Geral
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Numa primeira reação à assinatura do acordo de comércio entre a União Europeia e o Canadá (CETA), a indústria alimentar europeia considerou que este é um acordo ambicioso e progressista e vai reforçar as relações comerciais e de investimento entre duas das economias mais avançadas do mundo, com impacto positivo no crescimento e no emprego. Como principais benefícios, identificam-se o facto de 92% dos produtos agroalimentares europeus serem exportados para o Canadá isentos de taxas, as bebidas espirituosas e vinhos europeus verem a eliminação de tarifas complementada pela remoção de barreiras não-tarifárias e a proteção legal para 145 indicações geográficas. Do ponto de vista da competitividade do agroalimentar nacional, salienta-se a importância de garantir regras equivalentes de segurança alimentar, bem-estar animal e compromissos ambientais, de forma a se evitarem distorções de concorrência. Torna-se também fundamental que, após dois anos de negociações, o Parlamento Europeu dê agora o seu consentimento e impulsione uma rápida implementação. Este pode ainda ser um sinal relevante para a assinatura do TTIP, que está atualmente dependente do desfecho do processo eleitoral nos EUA, cuja negociação deverá continuar.
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