Nº 38 | 11 dezembro 2020

Editorial

Pedro Queiroz | Diretor-Geral

O Governo português apresentou recentemente o seu plano de prioridades no contexto da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia (PPUE). Entre uma das cinco principais áreas está o eixo “Europa Global”, cujo grande objetivo é “reforçar o papel da Europa no mundo, assente na sua abertura, no multilateralismo efetivo e no reforço das parcerias internacionais”.

Para a indústria agroalimentar europeia (e portuguesa) este é, sem dúvida, um importante campo, sobretudo neste período que a economia atravessa.

São preocupantes não só os efeitos das novas restrições ao comércio e restauração aplicadas em cada país, com inevitável impacto negativo no consumo interno, mas são igualmente alarmantes as alterações que se assistem nas transações comerciais entre a Europa e o mundo.

Falamos, naturalmente, do Brexit, bem como das tarifas retaliatórias aplicadas nas exportações entre UE e EUA – um caso que tem tido menor destaque, mas para o qual importa olhar, sobretudo por causa dos princípios protecionistas que, dissimuladamente, poderão ser o seu fundamento. São casos que pedem urgência na atuação da Europa, tal como sublinhou recentemente a FoodDrinkEurope num esforço de comunicação que reuniu diversos representantes da cadeia agroalimentar.

Por outro lado, é com agrado que acolhemos neste programa da PPUE a vontade de dinamização do relacionamento UE – África e de reforço da relação estratégica com a Índia. Solucionar problemas com parceiros comerciais de longa data é decisivo para o futuro da Europa, mas deste futuro deve fazer parte o reforço de relações com territórios de novos potenciais.

Portanto, para um setor que só em exportações vale €120 biliões de euros, é crucial garantir uma Europa comercial global. A sua construção deve passar pela base diplomática e, imperativamente, pelo envolvimento ativo das partes interessadas, incluindo o setor europeu dos alimentos e bebidas. Estamos, por isso, disponíveis para contribuir com a nossa comprovada experiência, para enriquecer os processos de negociação e implementação de políticas comerciais sólidas, realistas e justas.


ALIMENTAR E BEBIDAS COM EXPORTAÇÕES POSITIVAS

Competitividade

ALIMENTAR E BEBIDAS COM EXPORTAÇÕES POSITIVAS

O setor continua a registar um desempenho positivo nas exportações, com um crescimento de 0,24%, entre janeiro e outubro deste ano, face ao período homólogo, segundo a análise feita pela FIPA aos dados do INE.
Impasse no comércio mundial

Competitividade

Impasse no comércio mundial

A definição de um acordo comercial claro no âmbito do Brexit e o impacto das tarifas retaliatórias entre UE e EUA estão em destaque na FoodDrinkEurope, que pede urgência de medidas em prol do setor agroalimentar.


Matérias-primas sob pressão

Competitividade

Matérias-primas sob pressão

A Associação Portuguesa dos Industriais dos Alimentos Compostos para Animais (IACA) alerta para impacto da subida de preços das principais matérias-primas para a alimentação animal.
Prioridades de Portugal na Europa

Competitividade

Prioridades de Portugal na Europa

“Tempo de agir: por uma recuperação justa, verde e digital” é o lema oficial do programa Presidência Portuguesa do Conselho da UE que se inicia a 1 de janeiro de 2021 e terá cinco grandes prioridades.


EFSA lança formação

Competitividade

EFSA lança formação

A Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) lança formação digital sobre o regulamento relativo à transparência e sustentabilidade do sistema da UE para a avaliação dos riscos na cadeia alimentar.
CIP REFORÇA PRESENÇA EUROPEIA

Competitividade

CIP REFORÇA PRESENÇA EUROPEIA

O presidente da CIP, António Saraiva, será vice-presidente da confederação europeia BusinessEurope, desempenhando funções numa altura em que decorrerá a Presidência Portuguesa da UE.