Nº 48 | 7 maio 2021

Sem fundamentalismos

Pedro Queiroz | Diretor-Geral

Não é novidade que estamos mergulhados numa profunda crise. Neste contexto, a estabilidade social e política é um dos caminhos mais adequados para mitigar os seus impactos, quer pelo bem-estar dos cidadãos quer pela competitividade das empresas.

No entanto, em contracorrente, são muitos os “factos” ou “contra-factos” que proliferam e se disseminam, transversalmente, nas diversas camadas da sociedade.  As designações podem ser diversas - “fake news”, rumores, inverdades -, e surgem sobre os mais variados assuntos. Geram fenómenos de desinformação, resultam em dúvidas e inseguranças e, não raras vezes, em decisões infundadas.

Este cenário é especialmente crítico, quando se refere a assuntos relacionados com a indústria agroalimentar não só no que diz respeito à vertente da alimentação e saúde, mas também, por exemplo, no que se refere às questões sobre os processos de produção ou sustentabilidade ambiental.

Com base em preferências e opiniões, muitas vezes fundamentalistas, estes temas são trazidos à luz do dia.

Dão origem a modas e tendências alimentares, sem fundamentos especializados; diabolizam tipos de embalagens, sem explicar o importante papel, que cumprem na segurança e conservação dos alimentos; colocam em causa procedimentos e processos de produção, sem reconhecer as rigorosas análises, estudos, regras e legislação que o setor tem de cumprir e para os quais contribui ativamente.

Facto é que estes são temas que não podem ser trabalhados com argumentos populistas. Hábitos alimentares não se impõem por decreto nem processos se alteram com base em opiniões simplistas.

Exige-se um equilíbrio – que una o bem-estar dos consumidores e a competitividade das empresas –, sedimentado em análises técnicas e científicas validadas.

Neste enquadramento, a indústria agroalimentar tem cumprido o seu papel. Contribui ativamente para avaliações, estudos e pesquisas; colabora com as entidades competentes nacionais e europeias; trabalha com equipas multidisciplinares desde cientistas, engenheiros, técnicos de áreas que vão do alimentar ao ambiente; inova e adapta, sempre que necessário, procedimentos e processos, em prol do consumidor.

Este tem de ser o caminho. O da informação sustentada e das decisões informadas.


Alimentação consciente e informada

Consumidor

Alimentação consciente e informada

Um conjunto de organizações dos setores agrícola, pecuário e agroalimentar lançou o manifesto “Por uma alimentação consciente em Portugal”.
Sustentabilidade de embalagens

Sustentabilidade

Sustentabilidade de embalagens

A indústria europeia de embalagens de cartão para alimentos líquidos definiu um roteiro para 2030, com o objetivo de criar embalagens mais sustentáveis e compromete-se a agir em todas as fases da cadeia de produção.


Solidez para mercado interno europeu

Competitividade

Solidez para mercado interno europeu

A Comissão Europeia adotou o "Programa do Mercado Interno" para promover a melhoria do seu funcionamento, em prol da competitividade e sustentabilidade de empresas e consumidores.
Comissão Europeia quer legislar melhor

Competitividade

Comissão Europeia quer legislar melhor

Melhorar o processo legislativo da UE para que seja mais eficiente e adaptado às necessidades do futuro é o objetivo da Comissão. A FIPA apoia as propostas e sublinha a sua importância para o setor agroalimentar.


Comissão revela potencial da genómica

Inovação

Comissão revela potencial da genómica

Estudo conclui que Novas Técnicas Genómicas podem contribuir para um sistema alimentar mais sustentável, mas atual legislação sobre OGM não é adequada às técnicas biotecnológicas.
Premiar Empreendedorismo e Inovação

Inovação

Premiar Empreendedorismo e Inovação

O Prémio Empreendedorismo e Inovação Crédito Agrícola, que conta com a participação da FIPA no quadro do júri, regressa este ano com a sua oitava edição.