Competitividade

Acordos comerciais impulsionam agroalimentar

26/01/2021 |

A Comissão Europeia apresentou hoje um estudo sobre os efeitos económicos esperados até 2030 das negociações comerciais em curso e futuras sobre o setor agroalimetar da União Europeia.

De acordo com este documento, a aplicação cumulativa de 12 acordos comerciais poderá impulsionar o setor, refletindo-se em crescimentos substanciais das exportações e mais moderados no caso das importações. Um desempenho que contribuirá para um aumento da balança comercial agroalimentar positiva líquida da UE, entre os 800 milhões de euros e os mil milhões de euros, dependendo dos cenários considerados neste estudo (conservador e ambicioso).

A análise, desenvolvida pelo Centro Comum de Investigação da Comissão (JRC), está focada nos acordos comerciais que já entraram em vigor (Canadá, Japão e Vietname), nos dois com negociações já concluídas (México e Mercosul) e num conjunto de acordos que estão em fase de negociação ou fazem parte da agenda da UE (Chile, Austrália, Nova Zelândia, Indonésia, Malásia, Filipinas e Tailândia).

Em comunicado, a Comissão explica que os dois cenários considerados neste estudo distinguem-se com base em variantes como a percentagem de linhas tarifárias que serão totalmente liberalizadas ao abrigo dos acordos (97% e 98,5% no cenário conservador e ambicioso, respetivamente) e a dimensão do corte tarifário para os produtos sensíveis, não liberalizados (25% e 50% no cenário conservador e ambicioso, respetivamente).

Em valores significa que as exportações agroalimentares da UE para os 12 parceiros comerciais deverão aumentar 25% (cenário conservador) e 29% (cenário ambicioso), enquanto as importações aumentam 10% (conservador) e 13% (ambicioso), correspondendo ao aumento das exportações em 4,7 mil milhões de euros (conservador) e 5,5 mil milhões de euros (ambicioso) e ao aumento das importações em 3,7 mil milhões de euros (conservador) e 4,7 mil milhões de euros (ambicioso).

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