Competitividade

FIPA debate futuro do setor

07/03/2018 |

Uma indústria que enfrenta desafios, provocados por novas tendências relacionadas com a alimentação, mas que olha para o futuro com a vontade de quem quer inovar, ser mais competitivo e reforçar a rentabilidade, é o retrato do setor agroalimentar, que esteve em debate na 5ª Conferência para a Competitividade, organizada pela FIPA – Federação das Indústrias Agro-alimentares Portuguesas.

Responsáveis de Confederações, Governo, Representantes de Organismos Públicos e Privados estiveram reunidos, no Hotel Pestana Palace, em Lisboa, para debater o futuro da indústria agro-alimentar. “É preciso perceber que uma fileira agroalimentar forte irá acelerar o crescimento da economia nacional”, afirma Jorge Tomás Henriques, Presidente da FIPA, Federação das Indústrias Portuguesas Agro-alimentares.

Na abertura da sessão, foi transmitida uma mensagem do Presidente da República, que destacou a importância do setor agroalimentar para o equilíbrio da balança comercial do país: “quanto mais produzirmos, menos bens teremos de importar.” De acordo com Marcelo Rebelo de Sousa, Portugal precisa de ser cada vez mais competitivo e “a aposta na qualidade, na inovação e na fiabilidade é absolutamente vital para a Confiança – o ativo mais importante que liga quem produz e vende a quem consome”.

Um dos desafios para a década é o de criar hábitos de alimentação mais saudáveis, objetivo que o Presidente da FIPA garante estar a cumprir. “Não aceitamos que a indústria agroalimentar seja o bode expiatório dos problemas relacionados com a saúde”, defendeu Jorge Tomás Henriques, que criticou ainda aquilo que diz ser uma agenda contra a fileira, que em nada beneficia o crescimento económico ou a saúde. Para o Presidente da FIPA, é essencial melhorar a rentabilidade do setor e aumentar as políticas de apoio às exportações. “Temos olhado sempre para o futuro, não só das empresas, mas também das próximas gerações”, acrescentou.

O evento contou também com a presença do Presidente da CIP que defendeu a necessidade de aumentar o investimento em Portugal, indicando o baixo financiamento às empresas como um problema do país. “É urgente alocar recursos ao setor produtivo e às empresas exportadoras”, disse António Saraiva, que apontou ainda o aumento da produtividade no país como um dos desafios para o futuro.

Durante a Conferência, os vários responsáveis elencaram os principais desafios da Indústria que refletem o impacte das novas tendências na alimentação, admitindo, assim, que o setor agroalimentar deve continuar a responder aos desafios da promoção de hábitos mais saudáveis. “Temos olhado sempre para o futuro, não só das empresas, mas também das próximas gerações”, assegura o Presidente da FIPA.

O evento contou com dois painéis de debate. Na primeira mesa redonda, sobre A Reputação da Indústria Agroalimentar e o Papel dos Parceiros, foram discutidos os desafios para o setor na era digital, em que os consumidores são cada vez mais aquilo que comem, até por uma questão de identidade. Importou, por isso, perceber até que ponto ter mais informação é sinónimo de praticar hábitos mais saudáveis. O painel concluiu que, no limite, será sempre uma questão de escolhas pessoais, mas que hoje, mais do que nunca, os consumidores têm acesso a informação que permite escolher hábitos mais saudáveis.

A segunda mesa redonda, Os Desafios da Fileira Agroalimentar na Economia Nacional, debateu o futuro de um setor onde há cada vez mais inovação tecnológica. Foi contrariada a ideia de que qualquer pessoa se pode dedicar à agricultura, uma vez que se trata de uma atividade cada vez mais competitiva e moderna. Apesar dos desafios que o setor enfrenta, os intervenientes concordaram que Portugal tem produtos de qualidade, o que permite olhar para o futuro com esperança, ainda que seja crucial aumentar a rentabilidade, posta em causa durante os anos da crise.

Os consumidores estiveram em destaque no discurso de encerramento feito pelo Secretário de Estado Adjunto e do Comércio. Paulo Alexandre Ferreira lembrou que estão cada vez mais “preocupados com a qualidade de vida, com aquilo que comem e com a sustentabilidade daquilo que comem”, objetivo para o qual a FIPA também tem vindo a trabalhar. O governante destacou ainda o investimento feito, ao longo dos últimos anos, no sector agro-alimentar, essencial para promover a inovação do mesmo.

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