Sustentabilidade

Circularidade é compromisso de décadas

18/02/2021 |

O compromisso da indústria agroalimentar com a circularidade não é novo e conta já com décadas de trabalho e provas dadas, sublinhou o Presidente da FIPA, Jorge Henriques, durante a sua participação no webinar “Por uma Europa Verde – o contributo das Empresas Portuguesas”, promovido pela CIP (Confederação Empresarial de Portugal).

No debate sobre as “Políticas promotoras de uma Economia Mais Circular - Oportunidades e barreiras” foram vários os exemplos de trabalho prático levado a cabo pelo setor mencionados por Jorge Henriques, que realçou a constituição da Embopar, em 1995, como ação conjunta de vanguarda que veio permitir que a indústria se colocasse em linha com as metas definidas pela União Europa.

O representante da FIPA destacou também, a nível institucional, o “Acordo Circular”, estabelecido com a APA (Agência Portuguesa para o Ambiente), a adesão ao “Pacto Português para os Plásticos” e a integração em projetos europeus de conhecimento e desenvolvimento como o PEFMED.

Já no que diz respeito ao empenho diário das empresas do setor, sublinhou as apostas no desenvolvimento de embalagens mais sustentáveis – dando como exemplo a ação pioneira, na década de 80, com a transição do PVC por PET por questões ambientais e melhoria da segurança dos alimentos -; na valorização de subprodutos para compostagem, destilaria ou valorização energética: e no incentivo a melhores práticas de reciclagem.

Não se resumindo a temas como embalagens e redução de incorporação de matérias-primas no produto final, Jorge Henriques deixou ainda a nota de que a indústria agroalimentar considera como absolutamente determinantes para a circularidade pontos como a eficiência energética e, sobretudo, a utilização racional dos recursos hídricos.

O Presidente da FIPA fez questão de assumir que, de facto, o setor tem um papel crucial da evolução do modelo de economia circular, mas que esta só se consegue com cooperação e se cada interveniente da cadeia de valor, Governo, decisores políticos e cidadãos cumprirem a sua parte.

“A circularidade não se alcança por decreto, por imposição de regulamentação ou por via fiscal”, alertou. 

O webinar pode ser visto na integra aqui.

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